A Abiogênese

Com o prazo Abiogênese (do grego abiogênese, “origens não biológicas”) aquilo é, no seu sentido mais geral, o geração espontânea da vida a partir de matéria inerte. Hoje o termo é usado principalmente para se referir a teorias sobre a origem da vida a partir de elementos químicos, o dal caldo primordial, provavelmente através de alguns estágios intermediários, como moléculas auto-replicantes.
Algumas experiências de laboratório mostraram que numa atmosfera rica em metano, hidrogênio, amônia e vapor de água, semelhante em composição à da Terra na época da origem da vida, foi possível gerar compostos típicos de organismos vivos, graças à ação conjunta da energia solar, da radioatividade natural, de raios cósmicos e descargas elétricas de raios, às custas de moléculas orgânicas inertes presentes no ambiente oceânico.
Hoje, como no passado, há muitas pessoas que acreditam na abiogênese. Como destaca Franco De Angelis (A origem da vida pela abiogênese), a comunidade científica está muito dividida sobre esta questão, como, Até alguns séculos, a maioria dos cientistas acreditava que a abiogênese era possível em sua época, mas foram refutados pelos experimentos de Lazzaro Spallanzani e Pasteur, enquanto hoje, Acredita-se que a abiogênese tenha sido possível há milhares de anos ou daqui a milhares de anos, mas não hoje.
Experimentos de Redi, Spallanzani, Pasteur
Há mais de dois mil anos, Aristóteles postulou uma “ingrediente ativo” capaz de dar à luz um novo ser vivo a partir de materiais em decomposição: esta teoria dita abiogenética resistiu incontestável até meados do século XVII.
Francisco Redi, incapaz de aceitar a ideia de que as moscas nasceram de carne podre, ele realizou o seguinte experimento: pegou três pedaços de carne provenientes do mesmo corte e colocou-os em tantos recipientes que guardou ao mesmo tempo nas mesmas condições. Um dos recipientes estava fechado com tampa, o segundo foi aberto e o terceiro fechado com gaze. Depois de alguns dias, a carne contida no recipiente aberto estava repleta de larvas de mosca, que estavam ausentes no recipiente fechado pela tampa e que pululavam na gaze do terceiro. Ficou evidente que as moscas atraídas pelo cheiro depositavam seus ovos na carne se o recipiente estivesse aberto, o cheiro, porém, estimulou-os a colocar os ovos na gaze, o que os impediu de chegar à carne.
Quando o microscópio foi inventado e os microrganismos foram vistos pela primeira vez, novo impulso foi dado à abiogênese. Não se pensava que seres tão minúsculos pudessem se reproduzir como outros seres vivos.
Lázaro Spallanzani, colocar sucos de vegetais em recipientes fechados e ferver o conteúdo para destruir os microrganismos neles presentes demonstrou o contrário: depois de alguns dias, o exame dos recipientes não revelou vestígios de vida. Seus detratores o acusaram de destruição, com fervura, li “ingrediente ativo” infundido em substâncias.
Fu Luís Pasteur que com seus experimentos deu o golpe final na abiogênese.
Ele colocou um caldo como o usado por Spallanzani em um frasco de vidro, então ele modelou o gargalo do balão para dar algumas curvaturas. Ele trouxe o caldo para ferver. O ar poderia entrar, mas, a poeira e os germes não conseguiam passar pelas alças do pescoço, então durante meses o líquido permaneceu não contaminado; porém quebrando o gargalo do balão, em alguns dias, mofo e bactérias começaram a se formar no caldo novamente
Existem dois aspectos importantes do experimento:
1. o líquido nutricional, uma vez liberado pela fervura, pelos micróbios que contém (esterilização), permaneceu não contaminado se o contato com microorganismos externos fosse evitado.
2. embora o líquido tenha fervido, Pasteur pôde demonstrar que ainda era capaz de sustentar a vida.